SABORLATINO
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01 de Junho de 2007

Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (Lisboa, 16 de Março de 1825 — São Miguel de Seide, 1 de Junho de 1890) foi um escritor português.

Teve uma vida atribulada que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente dos seus escritos literários. Apesar de ter de escrever para um público, sujeitando-se assim aos ditames da moda, conseguiu ter uma escrita muito original.

Camilo Castelo Branco teve uma vida atribulada, passional e impulsiva. Uma vida tipicamente romântica.

Foi órfão de mãe quando tinha um ano de idade e órfão de pai quando tinha dez anos, o que lhe criou um carácter de eterno insatisfeito com a vida. Estando órfão, foi recebido por uma tia de Vila Real, e depois por uma irmã mais velha em Vilarinho de Samardã, em 1839 recebendo uma educação irregular através de dois padres de província.

Na sua adolescência formou-se lendo os clássicos portugueses e latinos, lendo literatura eclesiástica e em contacto com a vida ao ar livre transmontana.

Aos dezesseis anos contrai matrimónio com Joaquina Pereira que cedo abandona. O seu carácter instável e irrequieto leva-o a amores tumultuosos (Patrícia Emília, a freira Isabel Cândida).

Ainda a viver com Patrícia Emília de Barros, Camilo publicou n'O Nacional, correspondências contra José Cabral Teixeira de Morais, governador civil. Devido a esta desavença é espancado pelo «Olhos-de-Boi», capanga do governador. As suas irreverentes correspondências jornalísticas valeram-lhe, em 1848, nova agressão a cargo de Caçadores 3. Camilo abandona Patrícia nesse mesmo ano, fugindo para casa da irmã, residente agora em Covas do Douro.

Camilo tenta cursar medicina no Porto. A partir de 1848 faz uma vida de boémia, repartindo o seu tempo entre os cafés e os salões burgueses, dedicando-se no entanto ao jornalismo.

Apaixona-se por Ana Plácido, e quando esta se casa, tem, de 1850 a 1852, uma crise de misticismo, chegando a cursar o seminário que abandona. Ana Plácido é mulher de um negociante chamado Pinheiro Alves, um brasileiro (daí aparecer a personagem tipo do brasileiro tantas vezes nas suas novelas, quase sempre de maneira depreciativa). Ele seduz e rapta Ana Plácido e, depois de algum tempo a monte, são capturados pelas autoridades e julgados. Este caso emocionou a opinião pública pelo seu conteúdo tipicamente romântico do amor contrariado que se ergue à revelia das convenções sociais. Ficam presos na cadeia da relação do Porto, onde escreveu Memórias do Cárcere, tendo conhecido o famoso delinquente Zé do Telhado. Depois de absolvidos do crime de adultério, Camilo e Ana Plácido passam a viver juntos.

Entretanto Ana Plácido tem um filho, de origem incerta, teoricamente de seu antigo marido Pinheiro Alves, ao que se somam mais dois de Camilo. Com uma família para sustentar Camilo vai escrever a um ritmo alucinante.

Quando o ex-marido de Ana Plácido, Pinheiro Alves, falece em 1863, o casal vai viver para a sua casa, em São Miguel de Seide. Em 1885 obtém o título de visconde de Correia Botelho. Em 9 de Março de 1888 casa-se com Ana Plácido.

Camilo passa os últimos anos da sua vida ao lado de Ana Plácido. No entanto, não encontra a estabilidade emocional por que anseia. As dificuldades financeiras são muitas e os filhos dão-lhe enormes preocupações: considera Nuno irresponsável e Jorge sofre de uma doença mental. A progressiva e crescente cegueira (causada pela sífilis), impede Camilo de ler e de trabalhar capazmente, o que o mergulha num enorme desespero. Às 15h15 de 1 de Junho de 1890, depois da visita de um oftalmologista que lhe confirmara a gravidade do seu estado, Camilo desfere na têmpora direita um tiro de revólver, acabando por morrer às 17h00 do mesmo dia.

Fonte Wikipédia

publicado por maripossa às 18:31 link do post
sinto-me:
Parabéns pelo desenvolvimento que deu neste post consagrado a Camilo. Esta Lisboa sem rei nem roca puramente o olvidou. São culturalmente nojentos! Bom fim-de-semana.
aquimetem a 2 de Junho de 2007 às 13:34
Olá Amigo. Obrigado pelo comentário, para falar neste vulto da cultura, certamente será pouco o que fiz, mas realmente Lisboa se esquece dos seus grandes escritores, e datas passam despercebidas.
Amigo beijinho bom fim semana.
maripossa
maripossa a 2 de Junho de 2007 às 17:24
Vida sofrida a do Camilo um beijo cinda
cindamoledo a 4 de Junho de 2007 às 16:15
Amiga Cinda. Realmente Camilo sempre foi um boémio!..Mas com uma escrita fabulosa, aqui em Fafe havia uma casa onde ele passou um tempo, em outra altura foi abaixo?Ainda hoje pergunto o porquê, mas os políticos é que sabem.
Beijinho amigaLisa
De facto é uma pena, deitarem essas casas onde viveram os nossos ilustres antepassados, abaixo. É injusto, tem acontecido a muitas, mas é assim, eu compreendo que o governo, seja este ou aquele, não teem dinheiro para tudo, mas...gasta-se dinheiro tão mal gasto...que não se percebe. Enfim... cumprimentos cinda
cindamoledo a 4 de Junho de 2007 às 18:41
Amiga Cinda.É verdade que se gasta,mas estou inteiramente de acordo,mas as cámaras não tem dinheiro dizem?
Olha só sei que é pena.
Amiga beijinho fica bem beijinho Lisa
maripossa a 4 de Junho de 2007 às 22:06
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